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A ciência no Brasil corre perigo

A crise econômica estabelecida nos últimos três anos no Brasil, a mesma que teve seu maior impacto no ano anterior, finalmente chegou até as portas da ciência, e de forma avassaladora vem derrubar muitas das conquistas que conquistamos nas últimas décadas.

A ciência no Brasil corre perigo, e o principal motivo disso é a falta de investimentos. Nos últimos meses temos assistindo grandes universidades brasileiras fecharem suas portas por falta de pagamentos, a Unicamp – uma das maiores universidades brasileiras – estima terminar o ano com um défice de mais de 200 milhões de reais! Mas não é a única, o ensino superior brasileiro se debate na busca de soluções para as contas e dividas que se acumulam, sejam elas para pagar os funcionários, ou para dar o suficiente para a necessidade humana – luz e água. Na verdade, estima-se que a maior parte das universidades só tenham o suficiente para trabalhar até o fim do mês de setembro, deixando o último trimestre do ano sem perspectiva.

Outros Institutos de pesquisa federais passam pela mesma situação, como o CNPEM que não tem dinheiro para fechar o ano sem demitir funcionários ou desligar algumas de suas máquinas. Sem a liberação de recursos, só a orçamento para mais dois meses de funcionamento.

Na mesma perspectiva o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) divulgou recentemente que atingiu o teto orçamentário e que somente conseguirá garantir os financiamentos das pesquisas brasileiras até o fim de setembro. Com um contingenciamento de 44%, que significa algo perto dos 572 milhões de reais, Mario Neto Borges – presidente do CNPq – se queixa quanto a falta de investimento na ciência e pesquisa, sendo que em momentos de crises financeiras países mais desenvolvidos fazem justamente o oposto, injetando ainda mais no segmento, promovendo o desenvolvimento sustentável.

Mario estima que para fechar o ano com todas as contas pagas e sem realizar nenhum corte nas bolsas e projetos seria necessário 405 milhões de reais.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por sua vez ressalta o papel da ciência e inovação no país, principalmente para a recuperação da economia em tempos de crise. Ainda assim ele não escapou do mesmo contingenciamento, e teve seu orçamento inicial de R% 5,8 bilhões reduzido para R$3,2 bilhões. Com quatro meses para o fim do ano, só restam apenas R$400 milhões para bancar a ciência nacional.

 

Referências:

https://www.cartacapital.com.br/tecnologia/a-ciencia-e-a-primeira-a-ser-cortada-diz-presidente-do-cnpq

http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/crise-ameaca-maior-obra-da-ciencia-brasileira/

https://www.publico.pt/2017/08/29/ciencia/noticia/cortes-congelam-ciencia-e-sufocam-universidades-no-brasil-1783664

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